Conduta em pcte com metaplasia intestinal na EDA

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Conduta em pcte com metaplasia intestinal na EDA

Mensagem  Amanda Jackcelly em Sex Jun 13, 2014 9:59 pm

Oi gente...vamos lá!!

MInha pcte de 68 anos, diabética e hipertensa controlada. HÁ muitos anos, não soube especificar qto tempo, possui uma epigastralgia com piora pós prandial, com dor em queimação retroesternal irradiando para a região cervical. Realizou EDA no fim do ano passado que evidenciou gastrite atrófica e metaplasia intestinal antral além da presença de H pylori. O H pylori foi adequadamente tratado. Está ha 4 semanas assintomática (suspendeu uso de metformina e omeprazol por conta própria há 4 semanas). A dúvida veio em relação a conduta e monitoramento da metaplasia intestinal da paciente.

Foi muito difícil encontrar esse tema!! Infelizmente, não achei no best practice então fiz uma busca na sociedade brasileira de endoscopia digestiva (gestao 2009/2010).

Segundo eles. a necessidade de reavaliação ou seguimento de pacientes com lesões gástricas prémalignas
é muito controversa. Não existem protocolos definidos e o tempo
recomendado para reavaliação é muito variável. Somente uma pequena minoria de pacientes com lesões gástricas pré-malignas irá desenvolver neoplasia. Então, seguimento de todos os pacientes provavelmente não está indicado. Alguns autores têm tentado identificar quais pacientes com alterações pré-malignas teriam maior chance de desenvolver neoplasia. Em estudo do Japão, os autores observaram um aumento do risco de câncer gástrico em pacientes com áreas extensas de gastrite atrófica, medida por baixos níveis séricos de pepsinogênio

O risco de câncer estava aumentado nos paciente com ou sem evidências sorológicas de infecção por Helicobacter pylori. Extensão e grau de lesões, infecção persistente pelo H. pylori, idade, sexo masculino e uso de álcool eram fatores de risco para progressão
das lesões pré-malignas.

A presença de displasia na endoscopia inicial indica a necessidade de seguimento destes pacientes, devido ao risco de surgimento de neoplasia nos primeiros dois anos após o diagnóstico. Quando repetimos a endoscopia e houver a confirmação de displasia há necessidade destes pacientes permanecerem em vigilância endoscópica. O intervalo entre os exames não está bem definido. Autores recomendam a cada 3 a 6 meses nos dois primeiros anos. Caso não se confirme a displasia não está definido quanto tempo deve continuar o seguimento. Devemos ter pelo menos dois exames com intervalo entre 6 a 12 meses para suspender a vigilância. Quando houver displasia de alto grau a ressecção endoscópica ou cirúrgica está indicada.

No Japão, um país com alta incidência de neoplasia gástrica, a realização de endoscopias repetidas para diagnóstico precoce de neoplasia faz parte da prática clínica. Nos países de baixa incidência não são realizados exames de rastreamento populacional, porém a vigilância de pacientes com lesões pré-malignas pode levar a diagnósticos mais precoce e redução da mortalidade. Contudo, para estabelecer o exato valor e a freqüência da vigilância torna-se necessário mais conhecimento sobre a progressão das lesões pré-malignas. Estas informações deverão ser obtidas em estudos prospectivos
amplos com tempo de seguimento longo e em diferentes regiões geográficas. 8 (C)

A Sociedade de Endoscopia Americana (ASGE) publicou em 2006 as suas recomendações para avaliação e seguimento de pacientes com metaplasia intestinal gástrica baseada em extensa revisão da literatura:26 (C)
1. Seguimento endoscópico para pacientes com metaplasia intestinal gástrica não foi extensivamente estudado nos Estados Unidos e não pode ser recomendado para todos os pacientes;
2. Pacientes com risco aumentado para neoplasia gástrica por história familiar ou condições ambientais de risco poderiam ter algum benefício;
3. Nos pacientes sob seguimento, a coleta de biópsias gástricas deve mapear topograficamente todo o estômago quanto a sua histologia;
4. Pacientes com metaplasia intestinal e áreas de displasia de alto grau confirmada possuem um alto risco para progressão para câncer e deveriam ser considerados para tratamento endoscópico ou cirurgia.

Recomendaçòes seguimento e tratamento:
1. Está indicado o seguimento com endoscopia e biópsias para pacientes com displasia (B);
2. Intervalo de 3 a 6 meses nas endoscopia em pacientes com displasia. Seguir até, pelo menos, dois exames consecutivos sem displasia (D);
3. Pacientes com displasia de alto grau devem receber tratamento endoscópico ou cirúrgico (B);
4. Pacientes com grandes extensões de Metaplasia Intestinal, principalmente na pequena curvatura, devem realizar seguimento (C);
5. Tratar Helicobacter pylori quando presente em pacientes com Metaplasia Intestinal (C);
6. Pacientes com história familiar de neoplasia ou com outros fatores de risco podem se beneficiar do seguimento endoscópico (D) ;
7. O risco de câncer em pacientes com Metaplasia Intestinal é incerto. Seguimento de rotina não pode ser indicado para todos os pacientes (D).

É isso aí gente...acho q nossa postura foi adequada em orientar a novo EDA em torno de 1 ano após a realização da última endoscopia pois a pcte apresenta área de metaplasia intestinal (embora nao me recorde o tamanho desta).

Espero ter contribuído...
bjos

Amanda Jackcelly

Mensagens : 4
Data de inscrição : 11/04/2014

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum