Planejamento - Introdução

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Planejamento - Introdução

Mensagem  Rodrigo Vieira em Qui Set 11, 2014 11:34 pm

Introdução:

O Programa Saúde da Família (PSF) surgiu como estratégia de reorientação do modelo assistencial, justificada pela necessidade de substituição do modelo historicamente centrado na doença e no cuidado médico individualizado por um novo modelo sintonizado com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), tais como universalidade, equidade, hierarquização e integralidade da atenção (Brasil, 2001; Scherer e col., 2005; Bornstein e Stotz, 2008).
Baseado numa nova dinâmica de organização dos serviços e ações de saúde, o PSF tem como principais características: a adscrição da clientela, através da definição de território de abrangência da equipe; o enfoque sobre a família, a partir de seu ambiente físico e social como unidade de ação; a estruturação de equipe multiprofissional; a ação preventiva em saúde; a detecção de necessidades da população no lugar da ênfase na demanda espontânea e a atuação intersetorial visando à promoção da saúde (Brasil, 2004, 2005).
O agente comunitário de saúde (ACS) integra o SUS há vários anos, sendo a profissão criada em 2002 pela Lei n°10.507.1 Dentre as suas atribuições estão: desenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população adstrita a Unidade Básica de Saúde (UBS), estar em contato permanente com as famílias desenvolvendo ações educativas, visando à promoção da saúde e a prevenção de doenças, de acordo com o planejamento da equipe; orientar a comunidade para a utilização adequada dos serviços de saúde; acompanhar por meio de visita domiciliar todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade, conforme as necessidades definidas pela equipe.
Silva e Dalmaso, 2002 em um estudo desenvolvido sobre o ACS para a avaliação da melhoria da qualidade na atenção básica no município de São Paulo, identificou que esse ator social não dispõe de instrumentos de tecnologia, incluídos aí os saberes para as diferentes dimensões esperadas do seu trabalho. Fazendo com que se trabalhe com o senso comum, religião e, mais raramente, com os saberes e recursos das famílias e da comunidade.
Em 2004, o Ministério da Saúde lança a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) do SUS visando à efetivação dos seus princípios. Esta iniciativa objetiva trabalhar com os profissionais de saúde, colocando o cotidiano da prática no processo de formação, levando-os à problematização, à reflexão para agir em prol da mudança em parceria com a comunidade, à transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho, tomando como referência as necessidades de saúde das populações e a organização da gestão setorial, tendo em vista que as mudanças no processo de educar em saúde só poderiam ocorrer com um novo olhar dos profissionais que executam as atividades de educação em saúde (Ceccim,2005; Brasil, 2004a; Nicoletto, 2008).
A educação permanente em saúde propõe a agregação entre aprendizado, reflexão crítica sobre o trabalho, resolutividade da clínica e promoção da saúde coletiva (Brasil,2004). Esta tem como eixos norteadores a relação entre educação e trabalho, a mudança nas políticas de formação e nas práticas de saúde, a produção e a disseminação do conhecimento (Brasil, 2003).

Rodrigo Vieira

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Referências usadas

Mensagem  Vanessa Cristine em Dom Set 14, 2014 7:46 pm

Ei Rodrigo, tudo bem?
Depois você poderia me passar os artigos usados como referência para a introdução do nosso Planejamento, por favor?
Pode ser por e-mail mesmo, só para eu ja ir montando um arquivo em Word do nosso trabalho.
Muito obrigada desde já.
Abraço!

Vanessa Cristine

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