Manejo da Extra-Sístole Ventricular (ESV)

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Manejo da Extra-Sístole Ventricular (ESV)

Mensagem  Naline Jaques em Qui Dez 04, 2014 1:00 pm

As arritmias cardíacas são distúrbios ocasionados por alterações na formação e/ou condução do impulso elétrico através do tecido do miocárdio, podendo, assim, modificar a origem e/ou a difusão fisiológica do estimulo elétrico do coração, motivo pelo qual têm no eletrocardiograma o método de escolha para seu estudo e diagnóstico. As extra-sístoles (ES) ventriculares (um dos tipos de arritmias) podem representar distúrbio elétrico isolado na formação de impulsos (ES idiopáticas) ou refletir hiperexcitabilidade miocárdica devido à estimulação adrenérgica excessiva (drogas estimulantes), distúrbio eletrolítico (hipopotassemia), intoxicação medicamentosa (digital), metabolismo aumentado (hipertireoidismo), ou doença cardíaca (dilatação de câmaras ou cicatrizes miocárdicas), alterações isquêmicas ou de disfunção ventricular. Podem ou não provocar sintomas, como palpitações.  Algumas pessoas sentem a extra-sístole como uma alternância entre o abrandamento, a aceleração ou a irregularidade do ritmo cardíaco.
As ES quase nunca merecem tratamento medicamentoso, a não ser quando muito sintomáticas. Os fatores causais, quando identificados, devem ser corrigidos.
Primeiramente deve ser feita uma avaliação clínica e exame físico. Em alguns casos, há a necessidade de uma investigação mais detalhada após o ECG: teste ergométrico, Holter e ecocardiograma para identificar os fatores causais.

OBS: Demais testes diagnósticos, além do ECG, não são justificáveis em todas as situações. Devem ser reservados para os doentes com palpitações, em que a avaliação inicial é sugestiva de arritmia, para aqueles que incluem um grupo de alto risco arrítmico (doentes com cardiopatia orgânica significativa, distúrbios elétricos arritmogênicos ou história familiar sugestiva) e aqueles a quem a situação causa ansiedade, necessitando
uma explicação causal para os seus sintomas.


O ECG é potencialmente útil ao poder fornecer chaves para o diagnóstico etiológico subjacente a uma arritmia causadora das palpitações.

O teste ergométrico consiste em um teste de estresse onde o paciente é colocado em uma esteira com aumentos progressivos de velocidade e elevação da esteira (normalmente mudando em intervalos de três minutos). Durante o teste, o eletrocardiograma, frequência cardíaca, ritmo cardíaco e pressão arterial são continuamente monitorados. Se ocorrer alguma obstrução arterial coronária com diminuição do fluxo sanguíneo para uma parte do coração durante o exercício, podem ser visualizadas mudanças no ECG (aumento na contrações ventriculares e desenvolvimento de taquicardias ventriculares).  

O holter consiste na gravação contínua do ritmo cardíaco por 24 horas. Esse exame pode diagnosticar contrações ventriculares prematuras, assim como anormalidades cardíacas.

O ecocardiograma é útil para medir o tamanho das câmaras cardíacas, a espessura da musculatura cardíaca, o funcionamento das válvulas do coração, etc. O exame é importante no diagnóstico de condições que podem causar contrações ventriculares prematuras, tais como:prolapso da válvula mitral, hipertrofia muscular, danos na musculatura decorrentes de ataques cardíacos ou miocardiopatia e fração de ejeção.

Fonte:  Diretrizes para Avaliação e Tratamento de Pacientes com Arritmias Cardíacas, Sociedade Brasileira de Cardiologia. Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2002/7906/Arritmias.pdf

Naline Jaques

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