Avaliação de Disfagia associado à AVE

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Avaliação de Disfagia associado à AVE

Mensagem  Júlio César Leite Fortes em Dom Dez 07, 2014 8:56 am

A definição exata de disfagia varia, mas, em resumo, disfagia é a dificuldade no ato de deglutição. Adisfagia pode ser subjetiva ou objetiva e pode estar relacionada à dificuldade de deglutição de sólidos ou líquidos. Os sintomas podem envolver regiões anatômicas da boca até a faringe e ao longo do esôfago. A disfagia pode estar relacionada à sensação de incapacidade de deglutição, alimento "preso" ou que não desce, episódios de sufocamento ou aspiração de alimento e/ou líquidos.
Os relatos de ocorrência de disfagia são de 8% a 10% da população geral acima de 50 anos de idade. No entanto, taxas tão altas quanto 30% a 40% podem ser encontradas em pacientes residentes em instituições asilares. A disfagia pode ser causada por anormalidades funcionais ou estruturais da cavidade oral, da faringe, do esôfago ou da cárdia gástrica. Ela deve ser diferenciada de odinofagia (dor na deglutição) e da sensação de globus (sensação de nó na garganta entre as refeições).
Uma anamnese detalhada revela o diagnóstico em 80% dos casos. Também é útil na diferenciação entre a disfagia orofaríngea e a esofágica. Os pacientes com disfagia oral frequentemente apresentam problemas em iniciar a deglutição ou em controlar o alimento na boca. A disfagia faríngea pode se manifestar com sialorreia ou saída de alimento pela boca, regurgitação pós-nasal, rouquidão, dispneia, tosse, sufocamento e disfonia. Os pacientes com disfagia esofágica frequentemente se queixam de aderência de alimento na região inferior do pescoço ou no meio do tórax. Os pacientes podem usar diferentes manobras para ajudar a passagem do alimento pelo esôfago, ou podem beber água para aliviar a obstrução. Os testes decisivos usados para a avaliação da disfagia são a radiografia contrastada com bário, a endoscopia digestiva alta, a laringoscopia nasofaríngea por fibra óptica ou a manometria esofágica. Entretanto, a escolha dos testes específicos depende do quadro clínico.
Não há achados específicos no exame para disfagia, mas pode haver achados sugestivos da causa: por exemplo, fala indistinta, hemiplegia no acidente vascular cerebral (AVC) ou manifestações de esclerodermia.
História
Disfagia orofaríngea progressiva; tosse, sufocamento, sialorreia e regurgitação ao deglutir líquidos ou alimentos sólidos; disartria, fraqueza nos membros ou fadiga.
Exame Físico
• Paraplegia;
• Afasia;
• Disartria;
• Vertigem;
• Desequilíbrio;
• Diplopia;
• Surdez
Exames Complementares
• Avaliação da deglutição à beira do leito: tosse ao deglutir, sufocamento ou regurgitação nasal;
• Videodeglutograma modificado:incapacidade ou início excessivamente tardio da deglutição faríngea, aspiração, regurgitação nasofaríngea, resíduo de alimento ou líquido na cavidade faríngea após a deglutição;
• TC do crânio sem radiocontraste: hemorragia ou isquemia;
• Manometria esofágica: diferente da esofagografia baritada modificada, ela possibilita a quantificação das forças contráteis, da pressão intrabolo, da detecção do relaxamento do esfíncter esofágico superior e da coordenação da contração faríngea.

Júlio César Leite Fortes

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