Manejo farmacológico do paciente com DPOC estágio 1 através da iniciativa Global para DPOC (GOLD)

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Manejo farmacológico do paciente com DPOC estágio 1 através da iniciativa Global para DPOC (GOLD)

Mensagem  Liliane Alves Matos em Qua Dez 10, 2014 9:08 pm

A Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD) produziu seu primeiro relatório de consenso sobre uma estratégia global para o diagnóstico, manejo e prevenção da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em 2001. Desde então, as diretrizes GOLD já foram adotadas no mundo todo, influenciando diretrizes nacionais e o desenho de estudos clínicos internacionais sobre a DPOC. O relatório tem sido atualizado anualmente desde 2006, mas uma grande revisão foi publicada em 2011, com alterações relacionadas ao diagnóstico, avaliação, manejo da doença estável e manejo das comorbidades.
    O diagnóstico clínico de DPOC deve ser considerado em todo paciente com dispneia, tosse crônica ou produção de escarro e/ou história de exposição a fatores de risco para a doença. É necessário realizar uma espirometria para fazer o diagnóstico nesse contexto clínico; a presença de uma relação VEF1 /CVF < 0,70 pós-broncodilatador confirma a presença de limitação do fluxo aéreo e, portanto, da DPOC.
    À luz dessas alterações no conceito da DPOC como algo mais do que uma doença de limitação do fluxo aéreo, as diretrizes de 2011 da GOLD propõem um novo sistema de avaliação ligada ao manejo da doença, que incorpora as seguintes medidas:
1. Sintomas e/ou estado de saúde, utilizando-se a Escala de Dispneia do Conselho Britânico de Pesquisas Médicas modificada e o Instrumento de Avaliação da DPOC (CAT), com oito questões. Um escore ≥ 2 na mMRC ou ≥ 10 no CAT é indicativo de alto impacto dos sintomas.
2. Risco futuro, determinado pelo histórico de exacerbações e grau de limitação do fluxo aéreo, usando-se a classificação da GOLD. Estágios GOLD 3 ou 4 (grave/muito grave) ou um histórico de duas ou mais exacerbações no último ano conferem a classificação de “alto risco”. Se esses dois índices forem usados para avaliação do risco, deve-se utilizar o escore mais alto. Essas medidas são usadas para dividir os pacientes em quatro grupos:
Grupo A: baixo risco, menos sintomas – tipicamente no estágio GOLD 1 ou 2 e/ou com 0 a 1 exacerbações por ano, escore < 2 na mMRC ou escore < 10 no CAT.
Grupo B: baixo risco, mais sintomas – tipicamente no estágio GOLD 1 ou 2 e/ou com 0 a 1 exacerbações por ano, escore ≥ 2 na mMRC ou escore ≥ 10 no CAT.
Grupo C: alto risco, menos sintomas – tipicamente no estágio GOLD 3 ou 4 e/ou com duas ou mais exacerbações por ano, escore de 0 a 1 na mMRC ou escore < 10 no CAT.
Grupo D: alto risco, mais sintomas – tipicamente no estágio GOLD 3 ou 4 e/ou duas ou mais exacerbações por ano, escore ≥ na mMRC ou escore ≥ 10 no CAT.

Manejo farmacológico inicial da DPOC para pacientes estágio GOLD 1

1- Baixo risco/ Menos sintomas => Primeira escolha: Anticolinérgico de curta ação s/n ou  β2 agonista de curta ação s/n
                                             Segunda escolha: Anticolinérgico de longa ação ou β2 agonista de longa ação

2- Baixo risco/Mais sintomas=> Primeira escolha: β2 agonista de longa ação
                                           Segunda escolha: Anticolinérgico de longa ação e β2 agonista de longa ação

Referência:
Diretrizes de 2011 da GOLD: quais as implicações para o atendimento primário?. Prim Care Respir J 2012; 21(4): 437-441. Disponível em: <http://www.thepcrj.org/journ/vol21/21_4_437_441_portuguese.pdf>

Liliane Alves Matos

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