Reabilitação pós-AVE: ênfase em paralisia facial e fraqueza muscular

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Reabilitação pós-AVE: ênfase em paralisia facial e fraqueza muscular

Mensagem  Barbara Vidigal em Dom Dez 14, 2014 8:13 am

Paralisia facial
A paralisia facial é uma manifestação frequentemente observada no pós-AVE. Caracteriza-se pela diminuição dos movimentos faciais na hemiface acometida, podendo resultar nas alterações da mímica facial, das funções de deglutição e fonação, com conseqüente impacto estético e funcional.
A lesão na paralisia facial pós-AVC pode ser supranuclear (acima do núcleo do VII par) ou nuclear (no núcleo). A manifestação da paralisia em tais lesões é diferente e exige condutas específicas. A fase aguda é flácida, sem informação neural. A evolução pode levar à recuperação completa em poucas semanas. Em alguns casos, o quadro de flacidez pode se perpetuar por falta de reinervação. Em outros casos, a reinervação pode ser aberrante, levando a sequelas.
A reabilitação da paralisia facial visa minimizar os efeitos da paralisia/paresia da musculatura facial, nas funções de mímica facial, fala e mastigação, além de manter aferência, melhora do aspecto social e emocional. A seguir, tem-se os tipos de paralisia facial e as condutas recomendadas:
Central (Supranuclear): Estratégias passivas, no caso de associação com alterações de compreensão (linguagem ou cognição); Uso de massagem indutora, durante ação motora automática.
Nuclear - Fase flácida: Compressa fria: na hemiface e no músculo desejado; Batidas com as pontas dos dedos; Exercícios miofuncionais isométricos, com associação de massagem (manual, lenta e profunda) indutora no sentido do movimento; Uso de feedback visual; Realização de exercícios com ativação cortical.
Nuclear - Fase de recuperação demovimentos: Exercícios miofuncionais isotônicos; Realização de contração com contrarresistência; Uso de feedback visual; Conscientização; Realização de exercícios com ativação cortical.
Sequelas - Contraturas e sincinesias: Liberação do movimento: estratégias de relaxamento e alongamento, associadas à dissociação; Exercícios miofuncionais isotônicos; Exercícios miofuncionais isotônicos com dissociação de movimentos; Uso de calor úmido; Estimulação do controle voluntário; Uso de feedback: eletromiografia, espelho, terapeuta.
Fraqueza muscular
A fraqueza muscular representa um dos maiores contribuintes para a incapacidade após AVE. É importante que, em qualquer nível de atenção, os exercícios sejam delineados de forma que uma atividade muscular mínima resulte em movimento do membro. Evidências de estratégias de fortalecimento muscular incluem:
• Exercícios de fortalecimento muscular progressivo;
• Eletroestimulação associada ao treino de tarefas funcionais.
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com acidente vascular cerebral / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

Barbara Vidigal

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