Abordagem da extrassístole ventricular

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Abordagem da extrassístole ventricular

Mensagem  Laura Rodrigues Sefair em Dom Dez 14, 2014 3:13 pm

A extrassístole ventricular apresenta-se como batimento originado precocemente no ventrículo, com pausa pós extrassistólica, quando recicla o intervalo RR. Caso não ocorra modificação do intervalo RR, é chamada de extrassístole ventricular interpolada. Se apresentar a mesma forma eletrocardiográfica, deve ser denominada monomórfica e, se tiver diversas formas, de polimórfica. De acordo com sua interrelação, pode ser classificada em isolada, pareada, em salva, bigeminada, trigeminada, quadrigeminada, etc. As extrassístoles ventriculares podem ser divididas em estreitas (QRS com duração < 120 ms) e largas (QRS com duração ≥ 120 ms). (DIRETRIZES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA SOBRE ANÁLISE E EMISSÃO DE LAUDOS ELETROCARDIOGRÁFICOS - 2009)
As extrassístoles (ES) atriais e ventriculares podem representar distúrbio elétrico isolado na formação de impulsos (ES idiopáticas) ou refletir hiperexcitabilidade miocárdica devido à estimulação adrenérgica excessiva (drogas estimulantes), distúrbio eletrolítico (hipopotassemia), intoxicação medicamentosa (digital), metabolismo aumentado (hipertireoidismo), ou ainda ser expressão de doença cardíaca (dilatação de câmaras ou cicatrizes miocárdicas), alterações isquêmicas ou de disfunção ventricular. (DIRETRIZES PARA AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DE PACIENTES COM ARRITMIAS CARDÍACAS, 2002)
As ES podem ou não provocar sintomas (palpitações tipo falha). A manifestação de pré-síncope, síncope ou palpitações taquicárdicas sugere a presença de outras síndromes taquicárdicas associadas e justifica investigação específica. As ES quase nunca merecem tratamento medicamentoso, a não ser quando muito sintomáticas. Os fatores causais, quando identificados, devem ser corrigidos. (DIRETRIZES PARA AVALIAÇÃO E TRATAMENTO DE PACIENTES COM ARRITMIAS CARDÍACAS, 2002)

Tratamento:

• Nenhuma medicação é indicada para pacientes assintomáticos e sem doença cardíaca estrutural.
• Beta bloqueador é a droga de escolha para pacientes sintomáticos.
• Não há nenhuma evidência de que a supressão prolongada com fármacos aumenta a sobrevida.
• Após infarto do miocárdio:
o betabloqueadores melhoram a sobrevida.
o flecainide ou moricizina aumentam a mortalidade.
(Treat Guidel Med Lett 2007 Jun;5(58):51 TOC – Acesso: Dyna-Med)
• Cirurgia e procedimentos: a ablação percutânea é mais eficaz do que os medicamentos antiarrítmicos para o tratamento de pacientes com extrassístoles ventriculares frequentes decorrentes da via de saída do ventrículo direito (nível 1 de provas).
(Circ Arrhythm Electrophysiol 2014 Apr;7(2):237 – Acesso: Dyna-Med)

Referências:
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Análise e Emissão de Laudos Eletrocardiográficos (2009)
Diretrizes para Avaliação e Tratamento de Pacientes com Arritmias Cardíacas (2002)
Dyna-Med (Premature ventricular complexes)

Laura Rodrigues Sefair

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