Manejo da Insuficiência Cardíaca Congestiva Crônica

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Manejo da Insuficiência Cardíaca Congestiva Crônica

Mensagem  GabrielaLeopoldo em Qui Abr 02, 2015 2:16 pm

Tratamento:

1. Inibidores da ECA: Os inibidores da ECA demonstraram diminuir a morbidade e a mortalidade associadas à insuficiência cardíaca [A Evidence]  e devem ser administrados a todos os pacientes com disfunção ventricular esquerda (VE), sintomáticos ou não, a menos que haja contraindicação ou intolerância prévia à terapia.

2.Mudanças no estilo de vida: restrição de sódio; restrição de líquido;monitoramento do peso; monitoramento contínuo da saúde e exercícios.

3. Betabloqueador: Todos os pacientes com insuficiência cardíaca recebem um betabloqueador quando estiverem utilizando um inibidor da ECA, a menos que haja uma contraindicação baseada em bradicardia, doença reativa das vias aéreas ou insuficiência cardíaca de baixo débito ou instável. [A Evidence] O carvedilol parece superior ao metoprolol, apesar de não haver evidência de superioridade em relação a outros betabloqueadores.

4.Antagonistas de Aldosterona: Os antagonistas da aldosterona, também conhecidos como antagonistas do receptor de mineralocorticoide (por exemplo, espironolactona e eplerenona), diminuem a morbidade e a mortalidade associadas à insuficiência cardíaca crônica sintomática.

Os antagonistas da aldosterona são recomendados em pacientes com insuficiência cardíaca de classes II a IV da New York Heart Association (NYHA) que têm fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 35% ou menos, exceto se contraindicados. Eles também são recomendados para reduzir a mortalidade e a morbidade após o infarto agudo do miocárdio em pacientes com FEVE de 40% ou menos que desenvolvem sintomas de insuficiência cardíaca ou têm uma história de diabetes mellitus, a menos que contraindicado.

O uso rotineiro combinado de inibidores da ECA com um antagonista da aldosterona e um bloqueador do receptor da angiotensina II é potencialmente prejudicial para pacientes com insuficiência cardíaca e não é recomendado. O uso combinado deve ser incentivado por um especialista e continuado somente sob supervisão de um especialista. A adição de um bloqueador do receptor da angiotensina II pode ser considerada em pacientes persistentemente sintomáticos com insuficiência cardíaca e FEVE reduzida que já estão sendo tratados com um inibidor da ECA e betabloqueadores e nos quais um antagonista da aldosterona não é indicado nem tolerado.

5.Diuréticos: Os diuréticos produzem benefícios sintomáticos mais rapidamente que qualquer outro medicamento para insuficiência cardíaca. Eles podem aliviar os edemas pulmonar e periférico no prazo de horas ou dias. Poucos pacientes com insuficiência cardíaca e retenção de líquido podem manter o equilíbrio de sódio sem o uso de medicamentos diuréticos.

Os diuréticos isoladamente são incapazes de manter a estabilidade clínica de pacientes com insuficiência cardíaca por longos períodos de tempo, mas o risco de descompensação clínica pode ser reduzido quando são combinados com um inibidor da ECA ou um betabloqueador.

Nos estudos de médio prazo, os diuréticos demonstraram melhorar a função cardíaca, os sintomas e a tolerância ao exercício em pacientes com insuficiência cardíaca.  Não há estudos de longo prazo sobre a terapia diurética na insuficiência cardíaca e, portanto, os seus efeitos na morbidade e na mortalidade são desconhecidos.

6.Digoxina: A digoxina reduz o desfecho composto de mortalidade ou hospitalização em pacientes que deambulam com insuficiência cardíaca crônica com sintomas de classes NYHA III ou IV, FEVE <25% ou índice cardiotorácico >55%, e deve ser considerada nesses pacientes.

Monitoramento:

Os pacientes se beneficiam da avaliação formal frequente em um centro especializado ou de um monitoramento em um programa de manejo.
Em cada visita, deve ser feita a avaliação para detectar a capacidade de um paciente em realizar as atividades da vida diária desejadas e rotineiras. Também deve ser feita a avaliação do status de fluidos e do peso do paciente. Uma história cuidadosa deve ser obtida em cada visita, relacionada ao uso atual de bebidas alcoólicas, tabaco, drogas ilícitas, terapias alternativas e medicamentos quimioterápicos, bem como da dieta e da ingestão de sódio. Repetir a medição da fração de ejeção e da avaliação da gravidade do remodelamento estrutural pode fornecer informações úteis em pacientes com insuficiência cardíaca com alteração no status clínico, ou que apresentaram ou se recuperaram de um evento clínico, ou receberam um tratamento que poderia ter afetado significativamente a função cardíaca.

O valor das medições seriadas do peptídeo natriurético do tipo B (PNB) para guiar a terapia em pacientes ainda não está bem estabelecido. Dados sugerem que uma terapia orientada por natriuréticos reduz a hospitalização ocorrida por causa de insuficiência cardíaca. Em pacientes de até 75 anos, ela também oferece um benefício de sobrevida.

Instruções ao paciente
No momento da alta hospitalar, os pacientes devem ser instruídos para:

Monitorar o peso diariamente em casa

Restrição de sódio (2 g a 3 g diariamente) e de líquido, quando necessário

Interrupção do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólicas

Controle agressivo da hipertensão e do diabetes

Manejo de lipídeos

Exercícios regulares, limitados de acordo com os sintomas

Manutenção da saúde rotineira.


Fonte:http://brasil.bestpractice.bmj.com/best-practice/monograph/61/follow-up.html

GabrielaLeopoldo

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