INSULINOTERAPIA E CONTROLE GLICÊMICO

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INSULINOTERAPIA E CONTROLE GLICÊMICO

Mensagem  Ana Luiza M. Reggiani em Ter Abr 07, 2015 1:02 pm

início da terapêutica insulínica nos pacientes com DM2 venha a se tornar muito complexo e, por isso, ainda mais postergado na prática clínica. Embora os novos análogos ofereçam maiores possibilidades terapêuticas, é necessário que a escolha de novas estratégias não traga dificuldades para aqueles profissionais menos experientes no manejo dessas novas formas de insulina. É importante ressaltar que a insulinoterapia pode ser iniciada em etapas precoces do tratamento do DM2, quando somente modificações do estilo de vida (dieta e exercícios) associadas à metformina forem insuficientes para obter controle glicêmico adequado após três meses de início da terapia. Nessa situação, pode ser considerado associar insulina
basal ao esquema terapêutico, especialmente quando existirem restrições ao uso de outras drogas orais.
Considera-se basal a insulina neutral protamine Hagedorn (NPH) e os análogos de ação prolongada (glargina ou detemir):
 a dose inicial recomendada para iniciar insulina basal em DM2 é de 10 a 15U ou 0,2U/kg/
dia nos pacientes mais obesos;
 o ajuste da dose de insulina pode ser feito, de preferência pelo próprio paciente, em aumentos de 2, 4 ou 6U (dependendo do valor das glicemias capilares do jejum, se consistentemente maiores do que 120, 140 ou 160mg/dl, respectivamente) a cada três dias até atingir o alvo de glicemia de jejum menor do que 110-120mg/dl, desde que não ocorra hipoglicemia noturna.

1. Conceito de hemoglobina glicada
O termo genérico hemoglobina glicada refere-se a um conjunto de substâncias formadas com base em reações entre a hemoglobina normal do adulto, a hemoglobina A (HbA) e alguns açúcares. Em termos de avaliação do controle do diabetes, a fração A1C (HbA1c) é a mais importante e a mais estudada, tendo sido referendada pelos dois estudos mais importantes da atualidade: o Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) e o UK Prospective Diabetes Study (UKPDS). Dependendo do método de análise laboratorial, a fração A1C corresponde a cerca de 3% a 6% da HbA total em pessoas normais, alcançando até 20% ou mais em diabéticos muito mal controlados. No indivíduo normal, a fração HbA1c representa aproximadamente 80% da hemoglobina A1 total (HbA1). Os outros 20% correspondem às frações HbA1a1, HbA1a2 e HbA1b. A hemoglobina glicada (que é o termo bioquimicamente correto) também é conhecida como hemoglobina glicosilada, glicoemoglobina ou simplesmente A1C.

2. Utilidade clínica dos testes de A1C
O nível de A1C reflete a glicemia média de um indivíduo durante os dois a três meses anteriores à data de realização do teste e, assim,
tem grande utilidade na avaliação do nível de controle glicêmico e da eficácia do tratamento vigente. Por outro lado, os testes de glicemia refletem o nível de glicose sangüínea no exato momento da realização do teste. Para uma avaliação mais global e mais clinicamente fundamentada do controle glicêmico, ambos os métodos são importantes, uma vez que as informações que fornecem se complementam. A hemoglobina glicada deve ser medida rotineiramente em todos os pacientes com diabetes mellitus (DM) para documentar o grau de controle glicêmico. As metas de tratamento
devem ser baseadas em resultados de estudos clínicos prospectivos e randomizados, como o DCCT e o UKPDS. Esses estudos mostraram relação entre o controle glicêmico, quantificado por determinações seriadas de A1C, e os riscos de desenvolvimento e progressão das complicações crônicas do diabetes (grau de recomendação e nível de evidência A-1).

3. Correlação entre os níveis de A1C e os de glicemia
O controle glicêmico é mais bem avaliado pela combinação dos resultados da automonitorização domiciliar da glicemia e dos níveis de A1C. correlação entre o nível de A1C e os níveis médios de glicemia vigentes nos dois a três meses anteriores ao teste

REFERENCIAS:
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2007. http://www.anad.org.br/profissionais/images/diretrizes_SBD_2007.pdf

Ana Luiza M. Reggiani

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resposta 'a sua pergunta

Mensagem  Admin em Sex Maio 08, 2015 2:24 pm

Beleza, eu acho que o tópico responde 'a sua pergunta: com que dose eu devo iniciar o esquema de insulinização em pacientes com dm 2. Uma outra boa pergunta é: quando eu devo iniciar?
Abç
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Vamos por etapas..

Mensagem  Ana Luiza M. Reggiani em Qui Maio 21, 2015 10:10 pm

A ADA e a Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (AEED) recomendam o tratamento farmacológico do DM2 em estágios, iniciando com metformina. Se a meta de A1C não for atingida (isto é, se mantiver maior do que 7%), o passo seguinte é a adição de um hipoglicemiante oral (glibenclamida ou clorpropamida) ou de insulina basal. Não havendo o controle, o passo seguinte seria, respectivamente, iniciar ou intensificar a insulinoterapia, suspendendo o uso da sulfonilureia no primeiro caso (GRAU D)

Assim, a insulina pode ser iniciada se o controle glicêmico não for satisfatório com a modificação do estilo de vida e a metformina, havendo ou não o uso associado de sulfonilureia.

Fonte: BVS APS

Ana Luiza M. Reggiani

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Re: INSULINOTERAPIA E CONTROLE GLICÊMICO

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