Diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

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Diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

Mensagem  brunoaraujo em Qui Maio 21, 2015 11:35 pm

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) está entre os transtornos da ansiedade e, consequentemente, transtornos mentais, mais frequentemente encontrados na clínica. Embora visto inicialmente como um transtorno leve, atualmente se avalia que o TAG é uma doença crônica, associado a uma morbidade relativamente alta e a altos custos individuais e sociais.

No transtorno de ansiedade generalizada, as manifestações de ansiedade oscilam ao longo do tempo, mas não ocorrem na forma de ataques, nem se relacionam com situações determinadas. Estão presentes na maioria dos dias e por longos períodos, de muitos meses ou anos. A maneira prática de se diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é basicamente avaliar se a reação ansiosa é de curta duração, autolimitada e relacionada ao estímulo do momento ou não, além disso, deve estar causando sofrimento ou prejuízo significativo da vida profissional, social, familiar ou disfunções importantes em outras áreas da vida do paciente. O início do transtorno de ansiedade generalizada é insidioso e precoce. Os pacientes informam que sempre foram “nervosos”, “tensos”. A evolução se dá no sentido da cronicidade.

O sintoma principal é a expectativa apreensiva ou preocupação exagerada, mórbida. A pessoa está a maior parte do tempo preocupada em excesso, com expectativas quase sempre negativas. Além disso, sofre de sintomas como inquietude, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, insônia e sudorese. As manifestações somáticas são provocadas por via neurovegetativa, neuroendócrina e neuroimunitária, que causam diferentes problemas de saúde (dores crônicas, distúrbios gastrintestinais e maior susceptibilidade a infecções).

É necessário aprimorar a escuta clínica e ouvir o paciente atentamente para não cometer o erro frequente de atribuir automaticamente à ansiedade a origem dos sintomas somáticos de sofrimento do paciente, prescrevendo antidepressivos ou ansiolíticos e deixando de diagnosticar e tratar adequadamente doenças neurológicas, endocrinológicas ou cardíacas importantes que se manifestam de forma parecida e são prevalentes na mesma população.

Silva FD. Transtornos de Ansiedade. In: Gusso G, Lopes JMC. Tratado de Medicina de Família e Comunidade. p. 1916-23. Porto Alegre: Artmed, 2012.
http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/099.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbp/v23n4/7172.pdf
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44462000000600006&script=sci_arttext

brunoaraujo

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