Indicação do uso de dois antidepressivos no tratamento de depressão

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Indicação do uso de dois antidepressivos no tratamento de depressão

Mensagem  Convidad em Qua Jul 10, 2013 6:21 am

O tratamento na fase aguda visa atingir a remissão completa dos sintomas ou o mínimo de sintomas residuais. Se a resposta for mínima ou ausente após 4 semanas de quaisquer antidepressivo (AD), apesar de incrementos nas doses ou máximas toleradas, deve-se trocar o antidepressivo, de preferência por outro de classe diferente. Se houver resposta parcial, a conduta é otimizar o tratamento.
É importante lembrar que há a necessidade de tratamento de manutenção para evitar sintomas residuais e para diminuir recidivas. Essa estratégia de tratamento (com duração de, por exemplo, 4-9 meses) é geralmente indicada para pacientes que respondem ao tratamento agudo da depressão unipolar. Tratamento de manutenção adicional (duração, por exemplo, um a três anos) é indicado para pacientes com um risco aumentado de recorrência devido a:
 Maus tratos na infância (abuso físico ou sexual, negligência ou violência familiar ou conflito)
 Idade de início precoce da depressão unipolar (por exemplo, ≤ 18 e 21 anos de idade)
 Uma história de vida de pelo menos dois ou três episódios depressivos maior
 Sintomas depressivos residuais persistentes, especialmente distúrbios do sono
 Comorbidades psiquiátricas
 Estressores ou prejuízo psicossocial (por exemplo, o conflito civil ou incapacidade para o trabalho)
 A história familiar de transtorno de humor

No UpTodate, há um questionário de saúde do paciente nove itens (PHQ-9), um auto-relatório padronizado que pode ser usado para diagnosticar depressão e avaliar sua gravidade. Ele também pode ser usado para determinar a resposta ao tratamento (medicamento ou psicoterapia). A pontuação de> 20 no PHQ-9 indica depressão grave, enquanto que um escore <6 indica remissão. Uma diminuição ≥ 50 por cento indica uma resposta clínica significativa.
Se o paciente com o diagnóstico de depressão não responder ao primeiro AD, o médico deve revisar o diagnóstico a procura de co-morbidades e sinais sugestivos de TAB, por exemplo. Ao excluir diagnósticos diferenciais, o médico pode trocar o AD ou combinar com dois AD. A vantagem da troca de AD é a manutenção de apenas um medicamento. Se o paciente não obteve resposta com o primeiro, outro AD de mecanismo de ação diferente pode ser a solução. Nessa situação, inicia-se na retirada gradual do remédio, pois o paciente pode experimentar síndrome de descontinuação ao antidepressivo.
A estratégia de combinação terapêutica é indicada na depressão grave e resistente ao tratamento monoterápico. Geralmente, refere-se a essa combinação o fato de adicionar ao AD um outro composto de eficácia estabelecida como agente único no tratamento de depressão. Nesse contexto, é importante salientar que NUNCA deve ser combinados ISRS, venlafaxina, duloxetina ou clomipramina com IMAOs.
Referências
1. Neto L, Mario, R. Psiquiatria básica. Porto Alegre: Artmed, 2007
2. Gabbard, GO. Tratamento dos transtornos psiquiátricos. Porto Alegre: Artmed, 2009
3. katon, W, Ciechanowski, P. Initial treatment of depression in adults. Acessado em 25 de junho de 2013. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/initial-treatment-of-depression-in adults?detectedLanguage=pt&source=search_result&translation=depression&search=depress%C3%A3o&selectedTitle=1~150&provider=google#H27
4. Robin, B, Sanders, J. Unipolar depression in adults: Continuation and maintenance treatment. Acessado em 25 de junho de 2013. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/unipolar-depression-in-adults-continuation-and-maintenance-treatment?source=see_link#H14391901.

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