Carvedilol no Tratamento da ICC: Ação no organismo , efeito na mortalidade e redução dos sintomas.

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Carvedilol no Tratamento da ICC: Ação no organismo , efeito na mortalidade e redução dos sintomas.

Mensagem  Lívia Isabela de Oliveira em Qua Nov 20, 2013 9:23 am

Acessado em PubMed no dia 02/11/13

Drugs. 2003;63(16):1697-741.
Carvedilol: a review of its use in chronic heart failure.
Keating GM, Jarvis B.
Source

Adis International Limited, Mairangi Bay, Auckland, New Zealand. demail@adis.co.nz

Abstract

Carvedilol (Dilatrend) blocks beta(1)-, beta(2)- and alpha(1)-adrenoceptors, and has antioxidant and antiproliferative effects. Carvedilol improved left ventricular ejection fraction (LVEF) in patients with chronic heart failure (CHF) in numerous studies. Moreover, significantly greater increases from baseline in LVEF were seen with carvedilol than with metoprolol in a double-blind, randomised study and in a meta-analysis. Carvedilol also reversed or attenuated left ventricular remodelling in patients with CHF and in those with left ventricular dysfunction after acute myocardial infarction (MI). Combined analysis of studies in the US Carvedilol Heart Failure Trials Program (patients had varying severities of CHF; n = 1094) revealed that mortality was significantly lower in carvedilol than in placebo recipients. In addition, the risk of hospitalisation for any cardiovascular cause was significantly lower with carvedilol than with placebo. Mortality was significantly lower with carvedilol than with metoprolol in patients with mild to severe CHF in the Carvedilol Or Metoprolol European Trial (COMET) [n = 3029]. The Carvedilol Prospective Randomised Cumulative Survival (COPERNICUS) trial (n = 2289) demonstrated that compared with placebo, carvedilol was associated with significant reductions in all-cause mortality and the combined endpoint of death or hospitalisation for any reason in severe CHF. All-cause mortality was reduced in patients who received carvedilol in addition to conventional therapy compared with those who received placebo plus conventional therapy in the Carvedilol Post-Infarct Survival Control in LV Dysfunction (CAPRICORN) trial (enrolling 1959 patients with left ventricular dysfunction following acute MI). Carvedilol was generally well tolerated in patients with CHF. Adverse events associated with the alpha- and beta-blocking effects of the drug occurred more commonly with carvedilol than with placebo, whereas placebo recipients were more likely to experience worsening heart failure. In conclusion, carvedilol blocks beta(1)-, beta(2)- and alpha(1)-adrenoceptors and has a unique pharmacological profile. It is thought that additional properties of carvedilol (e.g. antioxidant and antiproliferative effects) contribute to its beneficial effects in CHF. Carvedilol improves ventricular function and reduces mortality and morbidity in patients with mild to severe CHF, and should be considered a standard treatment option in this setting. Administering carvedilol in addition to conventional therapy reduces mortality and attenuates myocardial remodelling in patients with left ventricular dysfunction following acute MI. Moreover, mortality was significantly lower with carvedilol than with metoprolol in patients with mild to severe CHF, suggesting that carvedilol may be the preferred beta-blocker.

Conclusão

Carvedilol é um bloqueador beta 1, beta 2 e alfa 1 e tem ação antioxidante.
Melhora a ejeção ventricular em pacientes com ICC.
Carvedilol atenua a remodelação ventricular .
Análise combinada de estudos US Carvedilol Heart Failure Trials Program ( n = 1094) revelou que a mortalidade é significativamente menor em pacientes que usam carvedilol do que em placebos.
O risco de hospitalização por causa cardiovascular foi menor com carvedilol que com placebo.
Mortalidade foi menor com carvedilol do que com Metropolol.

Artigo:

Santos.I.S, Bittencourt.M.S. Insuficiência cardíaca
Rev Med (São Paulo). 2008 out.- dez,;87(4):224-31.

(Acessado em Scielo em 02/11/13)


Alguns trabalhos mostraram que a terapêutica farmacológica que atua no sistemaneuro-hormonal, como betabloqueadores, inibidores da ECA (iECA), bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA) e antagonistas de aldosterona atua não só no controle dos sintomas, mas também prolonga a sobrevida dos pacientes.

Como os β-bloqueadores são uma classe heterogênea de medicamentos, não se pode
considerar que exista um efeito de classe. Logo, o seu uso na IC sistólica se restringe àqueles que tenham sido amplamente testados nestes pacientes. Existem até o momento, três β-bloqueadores disponíveis para o tratamento da IC com efetividade comprovada:
metoprolol, bisoprolol e carvedilol2
Carvedilol: β-bloqueador não-seletivo com atividade vasodilatadora moderada (α-bloqueio).
Deve ser utilizado em duas tomadas com dose alvo de 50 mg/dia.


Drogas para controlar sintomas congestivos:
(Paciente possuía edema de membros inferiores e dispneia paroxística noturna)
A maioria dos pacientes apresenta sintomas de intolerâncias aos esforços e sintomas congestivos Nestes casos a necessidade do uso de medicações para controle sintomático.

As principais medicações utilizadas no controle dos sintomas congestivos são os diuréticos tiazidicos e os diuréticos de alça. Além dos diuréticos, os digitálicos são medicações úteis no controle dos sintomas. Vasodilatadores diretos também podem ser utilizados em casos particulares para melhora hemodinâmica e controle dos sintomas.

Lívia Isabela de Oliveira

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