Abuso ou dependência de alcool

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Abuso ou dependência de alcool

Mensagem  freitasjlf em Ter Maio 26, 2015 12:19 am

Dependência de alcool:

Estreitamento do repertório de beber: as situações em que o sujeito bebe se tornam mais comuns, com menos variações em termos de escolha da companhia, dos horários, do local ou dos motivos para beber, ficando ele cada vez mais estereotipado à medida que a dependência avança;
Saliência do comportamento de busca pelo álcool: o sujeito passa gradualmente a planejar seu dia a dia em função da bebida, como vai obtê-la, onde vai consumi-la e como vai recuperar-se, deixando as demais atividades em plano secundário;
Sensação subjetiva da necessidade de beber: o sujeito percebe que perdeu o controle, que sente um desejo praticamente incontrolável e compulsivo de beber;
Desenvolvimento da tolerância ao álcool: por razões biológicas, o organismo do indivíduo suporta quantidades cada vez maiores de álcool ou a mesma quantidade não produz mais os mesmos efeitos que no início do consumo;
Sintomas repetidos de abstinência: em paralelo com o desenvolvimento da tolerância, o sujeito passa a apresentar sintomas desagradáveis ao diminuir ou interromper a sua dose habitual. Surgem ansiedade e alterações de humor, tremores, taquicardia, enjoos, suor excessivo e até convulsões, com risco de morte;
Alívio dos sintomas de abstinência ao aumentar o consumo: nem sempre o sujeito admite, mas um questionamento detalhado mostrará que ele está tolerante ao álcool e somente não desenvolve os descritos sintomas na abstinência porque não reduz ou até aumenta gradualmente seu consumo, retardando muitas vezes o diagnóstico;
Reinstalação da síndrome de dependência: o padrão antigo de consumo pode se restabelecer rapidamente, mesmo após um longo período de não uso.

Abuso:

Pode ser entendido como um padrão de uso que aumenta o risco de consequências
prejudiciais para o usuário.
Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), o termo “uso nocivo” é aquele que resulta em dano físico ou mental, enquanto no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) “abuso” engloba também consequências sociais.

Tabela comparativa:

Comparação entre critérios de abuso e uso nocivo da DSM-IV e CID-10

ABUSO
Padrão maladaptativo de uso, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativos, manifestados por três ou mais dos seguintes critérios, ocorrendo a qualquer momento no mesmo período de 12 meses:

Tolerância, definida por qualquer um dos seguintes aspectos:
(a) uma necessidade de quantidades progressivamente
maiores para adquirir a intoxicação ou efeito desejado;
(b) acentuada redução do efeito com o uso continuado da mesma quantidade;
Abstinência, manifestada por qualquer dos seguintes aspectos:
(a) síndrome de abstinência característica para a substância;
(b) a mesma substância (ou uma substância estreitamente relacionada) é consumida para aliviar ou evitar sintomas de abstinência;
A substância é frequentemente consumida em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido;
Existe um desejo persistente ou esforços malsucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso;
Muito tempo é gasto em atividades necessárias para a obtenção e utilização da substância ou na recuperação de seus efeitos;
Importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas são abandonadas ou reduzidas em virtude do uso;
O uso continua, apesar da consciência de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tende a ser        causado.                                            

USO NOCIVO:

Três ou mais das seguintes manifestações
ocorrendo conjuntamente por pelo menos um mês ou,
se persistirem por períodos menores que um mês, devem ter  ocorrido juntas de forma repetida em um período de
12 meses:

Forte desejo ou compulsão para consumir
a substância;
Comprometimento da capacidade de controlar o início, término ou níveis de uso, evidenciado pelo consumo frequente em quantidades ou períodos
maiores que o planejado ou por desejo persistente ou esforços infrutíferos para reduzir ou controlar o uso;
Estado fisiológico de abstinência quando o uso é interrompido ou reduzido, como evidenciado pela síndrome de abstinência característica
da substância ou pelo uso desta ou similar para aliviar ou evitar tais sintomas;
Evidência de tolerância aos efeitos, necessitando de quantidades maiores para obter o efeito desejado ou
estado de intoxicação ou redução acentuada desses efeitos com o uso continuado da mesma quantidade;
Preocupação com o uso, manifestada pela redução ou abandono das atividades prazerosas ou de interesse significativo por causa do uso ou do
tempo gasto em obtenção, consumo e recuperação dos efeitos;
Uso persistente, a despeito de evidências
claras de consequências nocivas, evidenciadas pelo uso continuado quando o sujeito está efetivamente
consciente (ou espera-se que esteja) da natureza e extensão dos efeitos nocivos.

freitasjlf

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